TL;DR: Andy Weir, autor de project hail mary, disse que o maior problema de star wars é a tendência de lançar novas guerras que desfazem as vitórias já conquistadas.
Se você já cansou de ouvir a mesma história de "galáxia em guerra" sendo recontada a cada filme, vai se identificar com o ponto de vista do cara que escreveu the martian e Project Hail Mary. Em entrevista exclusiva, Weir explicou por que, na sua opinião, a saga está presa num loop de conflitos épicos que acabam aniquilando tudo que os fãs já celebraram.
Qual é o problema que Andy Weir vê em Star Wars?
Durante a conversa por Zoom, Weir resumiu a crítica em uma frase de efeito: "Star Wars é sobre grandes revoluções, mas quando a guerra termina e os heróis vencem, a franquia costuma iniciar outra guerra monumental, o que deixa a vitória anterior sem sentido". Em outras palavras, o autor acha que a fórmula de "uma guerra, vitória, nova guerra" está desgastando o impacto emocional das histórias.
Por que essa repetição de guerras incomoda os fãs?
O problema não é só a falta de originalidade. Quando a narrativa desfaz a conquista anterior, o público sente que seu investimento emocional foi jogado fora. O caso clássico foi a transição da trilogia original para a sequência de J.J. Abrams, the force awakens, que, apesar de ser o filme mais lucrativo da saga, trouxe o mesmo padrão: o Império caiu, mas logo surge a Primeira Ordem, e a luta recomeça.
Weir compara isso a uma série de filmes de guerra que nunca deixa o campo de batalha para mostrar as consequências reais da vitória. Sem essa pausa, a história perde peso.
Que solução Andy Weir propõe para a franquia?
O autor sugere um retorno à estratégia de Rogue One, lançada em 2016. Em vez de focar nos grandes heróis da saga (Luke, Leia, Han), o filme contou a história de um grupo de rebeldes “ordinais” que viveram a guerra civil galáctica nos bastidores da luta principal. Weir acredita que esse modelo permite explorar novas perspectivas sem precisar criar outra guerra de escala total.
- Focar em personagens secundários que participam da guerra principal.
- Ambientar a trama em períodos já estabelecidos do cânon, como a Guerra Civil Galáctica.
- Contar histórias “tangenciais” que não exigem mudar o status quo do universo.
Essa abordagem, segundo ele, manteria o universo coeso e ainda daria espaço para narrativas frescas.
Andy Weir tem opinião sobre a série andor?
Sim, e ele é fã declarado. Weir elogiou a produção de Tony Gilroy, chamando-a de "extremamente inteligente, bem escrita e intelectualmente estimulante". No entanto, ele ressalta que o formato de série permite um desenvolvimento que não seria viável em um filme de duas horas. "Andor" funciona porque tem tempo para explorar camadas políticas e pessoais, algo que um longa‑metragem precisaria condensar demais.
Em resumo: Andor prova que o universo pode ser expandido em formatos diferentes, mas não serve como modelo para o próximo filme de Star Wars.
Como a próxima trilogia de Simon Kinberg se encaixa nessa crítica?
Kinberg está planejando uma nova trilogia que deve chegar após o filme starfighter (com Ryan Gosling). Ainda não há detalhes sobre o enredo, mas se a tendência de criar novas guerras continuar, Weir provavelmente vai apontar o mesmo ponto fraco. A esperança é que os produtores considerem a sugestão de “histórias paralelas” ao invés de mais conflitos de escala galáctica.
O que isso significa para o futuro de Star Wars?
Se Lucasfilm levar a sério a sugestão de Weir, podemos esperar mais filmes que explorem a vida de soldados, espiões ou civis durante eventos já conhecidos – algo como um “Spin‑off” de Rogue One ou até de Andor, mas em formato de filme. Isso poderia revitalizar a franquia, oferecendo novas vozes sem sacrificar as vitórias já celebradas pelos fãs.
Claro, ainda não há confirmação oficial de que a estratégia será adotada. Mas, como todo bom nerd sabe, a conversa está rolando nos fóruns, e cada opinião conta.
Para ficar no radar
Enquanto aguardamos anúncios oficiais, vale ficar de olho nos seguintes desenvolvimentos:
- Atualizações sobre a trilogia de Simon Kinberg.
- Novos projetos de filmes que abordem períodos históricos da saga (ex.: a Guerra dos Clones).
- Possíveis spin‑offs inspirados em Rogue One ou Andor que tragam histórias de personagens menores.
Se a Lucasfilm decidir seguir a linha de Weir, pode ser a chance de ver Star Wars evoluir sem precisar reinventar a roda de guerra a cada filme.
FAQ
- Quem é Andy Weir? Autor de The Martian e Project Hail Mary, conhecido por suas histórias de ficção científica realista.
- Qual foi a principal crítica de Weir a Star Wars? A repetição de guerras monumentais que anulam vitórias anteriores, tornando a saga cansativa.
- Qual filme ele usa como exemplo de solução? Rogue One, que conta uma história paralela à Guerra Civil Galáctica sem criar uma nova guerra.


