O remake de Bedazzled, lançado em 2000, arrecadou US$90,3 milhões com um orçamento de US$48 milhões, mas recebeu críticas mistas na época.
Fato
Dirigido por David Dobkin, o filme traz Brendan Fraser como Elliot, um funcionário de escritório que faz um pacto com o Diabo – interpretado por Elizabeth Hurley – para realizar sete desejos. O elenco também inclui Frances O'Connor e Paul Adelstein, que interpretam múltiplas versões de seus personagens conforme os desejos são concedidos. Apesar da presença de nomes de peso, a produção foi ofuscada por uma greve da Screen Actors Guild que limitou a divulgação.
Contexto: por que importa
Mais de duas décadas depois, a obra se destaca por três motivos relevantes ao público brasileiro:
- Relevância do elenco: Brendan Fraser voltou ao centro das atenções com The Mummy (2023) e The Whale (2022), reacendendo o interesse por seus trabalhos anteriores.
- Humor que atravessa gerações: a mistura de comédia romântica com fantasia faz referência a clichês de desejos que ainda são explorados em séries e memes da internet.
- Representatividade de gênero: a escolha de uma mulher para o papel do Diabo – Elizabeth Hurley – foi inovadora para 2000 e ressoa com discussões atuais sobre papéis de gênero em produções de fantasia.
Além disso, o filme captura a estética dos anos 2000 – trilha sonora, moda e efeitos – oferecendo um ponto de referência cultural para quem cresceu naquela década.
Reação dos fãs/mercado
No Brasil, o título nunca chegou a grandes plataformas de streaming, o que fez com que sua descoberta fosse quase exclusiva a fóruns de cinema cult e grupos de nostalgia no Discord. Recentemente, discussões em comunidades como r/FilmesCult e no Twitter brasileiro têm ressurgido, destacando:
- A performance de Fraser, descrita como "autêntica" e "carismática".
- O timing cômico de Hurley, que muitos consideram superior ao da versão original de 1967.
- A estrutura de desejos múltiplos, que permite ao filme brincar com diferentes gêneros (ação, drama histórico, esportes) em poucos minutos.
Especialistas de mídia apontam que a ausência de um lançamento oficial no Brasil impede que o filme seja avaliado por críticos locais, mas a disponibilidade de versões em inglês com legendas em português em sites de compra legal tem facilitado o acesso de cinéfilos curiosos.
O que esperar
Com a crescente onda de reexibições de obras cult nos serviços de streaming, há expectativa de que Bedazzled apareça em algum catálogo nos próximos meses. Caso isso ocorra, alguns pontos podem influenciar a recepção:
- Comparação com a versão original: espectadores poderão analisar a escolha de transformar o Diabo em mulher e como isso afeta a dinâmica de poder.
- Relevância do humor: piadas sobre desejos e consequências ainda são atuais, mas algumas referências datadas podem exigir contextualização.
- Impacto na carreira de Fraser: uma nova avaliação pode consolidar o filme como parte essencial da trajetória do ator, ao lado de seus trabalhos mais recentes.
Se a reposição acontecer, vale a pena assistir com atenção aos detalhes de produção que revelam a transição do cinema dos anos 90 para o novo milênio – como o uso de efeitos práticos combinados com CGI incipiente.
Para ficar no radar
Enquanto não há confirmação oficial de data de estreia em plataformas brasileiras, o movimento de curadoria de conteúdo nostálgico nas grandes plataformas indica que Bedazzled tem boas chances de ser incluído em coleções de "Filmes que você perdeu". Fique atento aos anúncios da Netflix, Amazon Prime Video e Globoplay nos próximos trimestres.
Enquanto isso, quem quiser revisitar o filme pode buscar edições em DVD ou Blu‑ray com legendas em português, disponíveis em lojas especializadas. Uma maratona de comédias dos anos 2000, incluindo Bedazzled, pode ser a oportunidade perfeita para comparar o humor da época com o dos lançamentos atuais.


