TL;DR: Castlevania: Belmont's Curse chega com gráficos de primeira e uma heroína feminina que traz novas mecânicas, mas o início arrasta e pode afastar quem não tem paciência.
Castlevania: Belmont's Curse review B+ no Switch e PS5
Se você ainda não ouviu falar de Castlevania: Belmont's Curse, aqui vai o ponto de partida: o jogo saiu para nintendo switch, PlayStation 5, Xbox Series X/S e PC, trazendo a primeira protagonista feminina da série principal desde Order of Ecclesia (2008). A nota geral ficou em B+, com destaque para os visuais (A+), mas com críticas ao ritmo inicial.
Contexto: por que importa
Depois de quase duas décadas sem um título 2D da franquia que realmente fosse a cara de Castlevania, a Konami decidiu reviver a fórmula Metroidvania com a ajuda de estúdios que já mostraram que sabem lidar com a estética gótica – Evil Empire e Motion Twin, criadores de Dead Cells. O projeto ainda carrega a sombra de Koji Igarashi, que, após ser dispensado pela Konami, fundou o Bloodstained via Kickstarter. Agora, a empresa tenta reconquistar o público que abandonou a série por causa das apostas em pachinko e jogos mobile.
Além do retorno ao estilo clássico, o jogo traz duas novidades estratégicas:
- Protagonista feminina: Rose Belmont, filha de Trevor e Sypha, tem habilidades próprias e uma narrativa que explora o legado familiar.
- Whip‑grapple: Uma mecânica de chicote que permite balançar e puxar inimigos, lembrando o estilo de movimento de Spider‑Man nos games.
Essas mudanças são relevantes porque mostram que a Konami está disposta a inovar dentro de um modelo que já tem fãs fervorosos, ao mesmo tempo que tenta atrair novos jogadores que buscam gameplay mais fluida.
Reação dos fas/mercado
O primeiro feedback nas redes sociais foi um misto de nostalgia e frustração. No Twitter, hashtags como #BelmontsCurse e #VampireKiller ganharam tração, com comentários do tipo “Amei o visual, mas a primeira hora parece tutorial de 1998”. No Reddit, a comunidade r/Metroidvania elogiou a arte inspirada em Dead Cells e a trilha sonora que revisita clássicos como “Bloody Tears”, porém apontou que o ritmo “bottleneck” pode ser um obstáculo para quem não tem paciência.
Do ponto de vista comercial, as vendas iniciais foram discretas, mas a Konami ainda não divulgou números oficiais. Analistas de mercado veem o título como um “test drive” para futuros projetos da franquia: se a base de fãs aceitar a nova heroína e a mecânica de chicote, a empresa pode apostar em sequências mais ousadas.
O que esperar
Para quem está pensando em comprar, aqui vai o que o jogo oferece e o que ainda falta melhorar:
- Gráficos e arte: O estilo cel‑shaded combina cores vibrantes com sombras góticas, lembrando o trabalho de Ayami Kojima. A direção de arte é um dos pontos altos.
- Gameplay: A curva de dificuldade começa muito baixa e sobe rapidamente após a aquisição do chicote. Prepare-se para sessões de “paciência” nos primeiros 10‑15 minutos.
- Exploração: O mapa de Paris é denso e cheio de segredos, mas o sistema de viagem rápida é limitado, lembrando o transporte público de uma cidade grande – tem que mudar de linha.
- Trilha sonora: Versões remixadas de temas clássicos dão um toque de nostalgia, porém não há muita novidade sonora.
- Replayability: A coleta de cartas de tarô para desbloquear habilidades oferece incentivos para múltiplas playthroughs.
Em resumo, se você gosta de Metroidvanias que exigem exploração cuidadosa e não se importa com um início moroso, Belmont's Curse pode ser um bom investimento. Caso contrário, talvez seja melhor esperar por um patch de balanceamento ou um futuro título que aprenda com esses tropeços.
Para ficar no radar
Fique de olho nas atualizações de conteúdo que a Konami prometeu, incluindo novos chefões e cartas de tarô adicionais. A comunidade já especula sobre um DLC que poderia introduzir um modo cooperativo, algo que faria sentido dada a história de Rose ao lado do pai. Enquanto isso, os desenvolvedores parecem estar ouvindo o feedback: ajustes no ritmo inicial já foram confirmados para a próxima patch.
Se você ainda não se aventurou pelos becos sombrios de Paris, dê uma chance ao jogo – mas leve um lanche, porque a primeira parte pode ser mais longa que a fila do McDonald's numa sexta-feira à noite.


