TL;DR: O launcher de PC de Goddess of Victory: Nikke foi comprometido por um malware de terceiros; quem jogou desde 27 de setembro deve usar a ferramenta de limpeza integrada e mudar senhas.
O que aconteceu
Na última semana, a desenvolvedora Shift Up – conhecida por Stellar Blade – confirmou que arquivos do launcher Windows de Goddess of Victory: Nikke foram adulterados por um agente externo. A modificação permite a execução de programas maliciosos assim que o cliente é aberto, expondo PCs, credenciais de conta e, potencialmente, tokens de APIs de serviços externos.
O comunicado oficial, publicado no site do jogo, descreve a situação como um "incidente de segurança". Segundo a empresa, a invasão teria ocorrido por volta das 15:41 (UTC+9) de 27 de setembro, data a partir da qual todos os jogadores que iniciaram o launcher correm risco.
Para mitigar o problema, a publicadora Level Infinite lançou rapidamente um patch que restaura a integridade dos arquivos e adicionou ao cliente oficial uma ferramenta automática de varredura e remoção dos componentes maliciosos. Além disso, foi disponibilizado um procedimento manual de verificação para quem preferir.
Como chegamos aqui
O caminho até o ataque começa com a própria estrutura de distribuição do launcher. O cliente PC da Nikke depende de uma rede de entrega de conteúdo (CDN) para baixar atualizações e recursos. Em algum ponto dessa cadeia, um atacante conseguiu inserir código malicioso nos arquivos distribuídos, possivelmente explorando uma vulnerabilidade de integridade ou um acesso indevido ao servidor de origem.
Embora os detalhes técnicos ainda estejam sob investigação, a própria Level Infinite afirmou que está revisando todo o seu ambiente de rede, inclusive a CDN, para identificar a brecha. A empresa também prometeu implementar um "sistema de verificação de integridade" que checará assinaturas digitais de todos os recursos externos antes de serem carregados.
Enquanto isso, a comunidade de jogadores começou a relatar comportamentos suspeitos: processos desconhecidos rodando em segundo plano, consumo anormal de CPU e, em alguns casos, alertas de antivírus. Essas denúncias foram cruciais para que a desenvolvedora percebesse a gravidade do incidente e agisse rapidamente.
- 27/09/2026 – Primeiro registro de arquivos modificados no launcher.
- 28/09/2026 – Level Infinite lança patch de correção e ferramenta de limpeza.
- 30/09/2026 – Comunicado oficial detalhando procedimentos de segurança.
O que vem depois
Com o patch já disponível, a prioridade agora é garantir que todos os usuários façam a varredura e, se necessário, limpem suas máquinas. A Level Infinite recomenda os seguintes passos:
- Abra o cliente oficial de Nikke no PC.
- Execute a ferramenta de verificação automática (geralmente aparece como "Security Check").
- Se preferir, siga o guia de verificação manual disponível no site oficial.
- Altere a senha da conta Nikke e, se houver, gere novas chaves de API e tokens de acesso.
- Execute um antivírus confiável para confirmar que nenhum vestígio do malware permaneceu.
Além das medidas imediatas, a Level Infinite prometeu reforçar o monitoramento de alterações não autorizadas e limitar as permissões do launcher ao "mínimo necessário". Isso deve reduzir a superfície de ataque e evitar incidentes semelhantes no futuro.
Para quem ainda não baixou o jogo no PC, a recomendação é aguardar a atualização de segurança completa antes de instalar o cliente. Já os jogadores mobile podem ficar tranquilos: o ataque foi restrito ao launcher de Windows, sem impactos conhecidos nas versões Android ou iOS.
Para ficar no radar
Incidentes como esse servem de alerta para a comunidade gamer: mesmo títulos de grande porte podem ser alvos de hackers, especialmente quando dependem de lançadores externos para gerenciar atualizações. Fique de olho nas próximas comunicações da Level Infinite – eles devem anunciar novas camadas de proteção e, possivelmente, um programa de recompensas para quem encontrar vulnerabilidades.
Enquanto isso, mantenha seu antivírus atualizado, evite baixar clientes de fontes não oficiais e, se algo parecer estranho, siga o procedimento de segurança imediatamente. Afinal, ninguém quer que o próximo patch seja um patch de cura para um vírus.


