O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time chegou ao switch 2 sem a famosa falha de moedas infinitas que permitia farmar rupees no castelo de Hyrule. Enquanto o título traz gráficos 4K, controles refinados e menus revisados, ele também elimina vários glitches históricos, substituindo-os por novas barreiras técnicas que ainda podem ser contornadas.
Original Ocarina of Time (N64)
Lançado em 1998, o clássico da Nintendo para o nintendo 64 definiu a fórmula de ação‑aventura em 3D. Seu sucesso se deve tanto ao design inovador quanto às falhas que, com o tempo, se tornaram parte da cultura gamer: o "Infinite Rupee Glitch" no Hyrule Castle, o "Stolen Fishing Rod" que quebrava o inventário, e o "Seam Walking" que permitia pular áreas inteiras.
- Glitches icônicos: infinitas moedas, espada permanente, fuga da Floresta Kokiri sem itens.
- Controles: botão único para pular, sem sprint dedicado.
- Performance: 30 FPS estáveis, mas com artefatos de textura em áreas distantes.
- Visual: polígonos low‑poly, texturas em 256 KB.
Remake Ocarina of Time (Switch 2)
Refeito para o novo console da Nintendo, o Switch 2, o jogo recebeu refazer completo de colisões, menus de itens redesenhados e um sistema de salto e corrida dedicado. Contudo, a mesma atenção ao detalhe que removeu os glitches clássicos também introduziu novos problemas de performance e bugs inesperados.
- Glitches removidos: fim da cadeia de moedas infinitas em Hyrule Castle, "Stolen Fishing Rod", "Seam Walking", "Infinite Sword".
- Novos bugs: quedas de FPS em áreas abertas, congelamento na tela de título ao iniciar em modo dock, inputs de controle inconsistentes.
- Controles: salto dedicado, sprint, nova física de movimento.
- Visual: texturas em alta resolução, iluminação dinâmica, modelos 3d mais detalhados.
Comparativo rápido
| Aspecto | Original (N64) | Remake (Switch 2) |
|---|---|---|
| Glitches famosos | Presença de infinite rupee, seam walking, infinite sword | Removidos; novos bugs de performance surgem |
| Controles | Um botão de pulo, sem sprint | Salto e sprint dedicados, física refinada |
| Gráficos | Low‑poly, texturas 256 KB | Resolução 4K, iluminação dinâmica |
| Estabilidade | 30 FPS estáveis, poucos travamentos | FPS instáveis em áreas abertas, congelamento ao iniciar |
| Experiência de exploração | Segredos baseados em glitches incentivavam exploração criativa | Segredos reescritos; coleta de rupees substituída por itens ocultos |
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Puristas e colecionadores que buscam a experiência original podem se sentir traídos pela remoção dos glitches que faziam parte da história do jogo. Para eles, o remake oferece um visual impressionante, mas perde parte da "alma" que os fãs veneram.
Speedrunners encontrarão um terreno fértil, porém diferente. Embora os atalhos clássicos estejam bloqueados, a nova física de salto e sprint abre caminho para estratégias inéditas. Ainda assim, a instabilidade de FPS pode atrapalhar corridas precisas.
Jogadores casuais provavelmente apreciarão a remoção das falhas que permitiam farmar itens de forma abusiva. O design de missões mais polido e a clareza nos menus facilitam a progressão sem precisar recorrer a truques.
Entusiastas de tecnologia vão observar a evolução das colisões e da renderização, mas também ficarão de olho nos patches que a Nintendo deverá lançar para corrigir os problemas de performance recém‑descobertos.
Onde isso pode dar
A decisão da Nintendo de eliminar glitches históricos pode redefinir como futuros remakes tratam a herança de seus títulos. Se a comunidade aceitar as mudanças, poderemos ver mais projetos que priorizam a experiência “limpa” ao invés de preservar falhas técnicas. Por outro lado, se os speedrunners encontrarem novas rotas e a Nintendo não corrigir os bugs de performance, o remake pode se tornar um caso de estudo sobre o equilíbrio entre nostalgia e inovação.
“O remake de Ocarina of Time é um exemplo perfeito de que atualizar um clássico não significa apenas melhorar gráficos, mas também repensar a jogabilidade de forma consciente.” – Analista da GameSpot


