TL;DR: A rede de cinemas holandesa Pathé vai hipnotizar 30 espectadores antes de exibir um filme já assistido, na tentativa de fazer com que eles sintam a estreia como se fosse a primeira vez.
FATO
No dia 9 de novembro, a Pathé realizará o experimento Pathé REWIND no cinema Buitenhof, em Haia. Trinta participantes passarão por sessões individuais de hipnose online com o hipnoterapeuta Victor Kraemer, que tem mais de três décadas de experiência. Logo antes da exibição, eles receberão outra hipnose para suprimir temporariamente as memórias do filme escolhido. As opções são The Matrix, Se7en, La La Land e Interstellar. O filme será selecionado de acordo com a preferência do grupo.
Contexto: por que importa
O cinema tem buscado, nos últimos anos, formas cada vez mais imersivas de atrair público. Tecnologias como 4DX, screenx e as telas infinity vision da Disney demonstram a tendência de transformar a sessão em um evento sensorial. O Pathé REWIND se destaca porque ataca a memória, não apenas os sentidos. Se bem-sucedido, o experimento poderia abrir caminho para novas experiências narrativas, como "reboots" emocionais de obras clássicas ou sessões de reavaliação psicológica de conteúdo traumático.
Entretanto, a hipnose para fins de entretenimento ainda é novidade no mercado de exibição. Enquanto o uso clínico – controle de dor, ansiedade e hábitos – é reconhecido por instituições como a Mayo Clinic, aplicar a técnica antes de um filme de grande carga emocional (como Se7en) levanta questões éticas e de segurança. O público brasileiro, acostumado a gimmicks como cadeiras vibratórias ou cheiros sincronizados, pode se perguntar se a manipulação da memória é realmente necessária para reviver a magia do cinema.
Reação dos fas/mercado
Nas redes sociais, a proposta gerou curiosidade e ceticismo. Usuários do Twitter e grupos de Reddit comentaram que a ideia parece saída de um filme de ficção científica, mas também reconheceram o apelo de assistir a um clássico como The Matrix sem saber que a realidade é simulada. No Brasil, fóruns como o AdoroCinema e comunidades de cinema independente debatem a viabilidade prática: "Será que a hipnose realmente apaga tudo?", questiona um usuário, enquanto outro responde que a memória pode ser apenas atenuada, não eliminada.
- Expectativa de novidade: muitos fãs veem o experimento como um passo ousado que pode diferenciar o cinema tradicional do streaming.
- Preocupação com a saúde: a presença de um profissional experiente tranquiliza parte do público, mas a falta de dados sobre efeitos colaterais em ambientes de entretenimento gera dúvidas.
- Impacto comercial: se o teste for bem‑recebido, outras redes podem adotar variações, criando um nicho de "sessões de memória" que justifiquem preços premium.
Especialistas em mídia apontam que o sucesso dependerá da execução – desde a qualidade da hipnose até a escolha do filme. Um thriller como Se7en pode ser excessivamente perturbador para alguém cujo estado mental já está alterado, enquanto um musical como La La Land oferece uma experiência mais leve.
O que esperar
Até o momento, a Pathé não divulgou resultados ou métricas de eficácia. O que se pode antecipar são alguns desdobramentos:
- Feedback dos participantes: relatos de como a memória foi afetada, se houve efeitos residuais e se a experiência aumentou a apreciação do filme.
- Repercussão da mídia: críticas de especialistas em psicologia e cinema podem influenciar a aceitação do público.
- Possíveis extensões: caso o experimento mostre resultados positivos, outras salas podem oferecer sessões temáticas – por exemplo, reviver a primeira vez de um filme de terror durante Halloween.
- Regulamentação: autoridades de saúde podem exigir protocolos mais rígidos para práticas de hipnose em ambientes públicos.
Para os fãs brasileiros, a principal questão será se a experiência justifica o esforço (e possivelmente o custo) de participar de um evento tão singular. Além disso, vale observar se a hipnose deixa algum resquício de lembrança que possa interferir em futuras maratonas ou discussões de fã‑clubes.
Para ficar no radar
Embora ainda não haja data oficial para um teste similar no Brasil, a iniciativa da Pathé pode inspirar cinemas locais a explorar formatos híbridos de entretenimento. Fique de olho nas próximas edições de eventos como a CCXP, que costuma apresentar tecnologias imersivas, e nas programações de cadeias de cinema que buscam se diferenciar da concorrência de streaming. Caso você queira acompanhar de perto, siga os canais oficiais da Pathé e do hipnoterapeuta Victor Kraemer nas redes sociais para atualizações sobre resultados, possíveis novos filmes e, quem sabe, a abertura de inscrições para futuros experimentos.
7 Movie Twists That Ruin The Film’s Rewatch Potential


