TL;DR: DC Studios e HBO estão preparando uma série live‑action de Poison Ivy e abriram uma enquete para saber quem os fãs gostariam de ver no papel. As respostas apontam um mix de estrelas de Hollywood e talentos emergentes, com Ana De Armas, Anya Taylor‑Joy e Sophie Turner liderando o ranking.
Quem deve encarnar Poison Ivy na série da HBO?
A personagem Pamela Isley – conhecida como Poison Ivy – nunca teve um protagonismo digno no cinema, exceto pela tentativa frustrada de Batman & Robin (1997). Agora, com a HBO investindo em um drama eco‑terrorista, a escolha da atriz pode definir se a série será um sucesso crítico ou mais um experimento de franquia. A ComicBook.com colheu opiniões de fãs e chegou a um ranking que vale a pena analisar.
- Ana De Armas – A estrela cubano‑espanhola vem se consolidando como a cara da nova geração de heroínas, graças a Ballerina e No Time to Die. Seu visual exótico e a capacidade de transitar entre vulnerabilidade e força a tornam uma candidata natural para a Ivy, que precisa equilibrar sedução e ameaça. Além disso, a disponibilidade de Ana para projetos de alto orçamento ainda é incerta, o que pode ser um ponto negativo.
- Anya Taylor‑Joy – Com a performance hipnotizante em Dune: Part Three, Anya demonstra que consegue dominar papéis complexos e visualmente marcantes. Sua presença etérea combina com a aura quase sobrenatural da Ivy, e a atriz já tem experiência em séries de alto nível (como The Queen's Gambit). O único entrave é a agenda apertada, já que Anya está envolvida em vários projetos de grande escala.
- Sophie Turner – Conhecida por Game of Thrones e Tomb Raider, Sophie tem o histórico de interpretar personagens fortes e femininas que desafiam o patriarcado. A Ivy, como eco‑terrorista, exige uma postura rebelde que combina com a energia de Turner. Contudo, a atriz tem se dedicado a projetos de cinema nos últimos anos, o que pode dificultar seu comprometimento com uma série de TV.
- Mia Goth – A escolha mais ousada do ranking, Mia se destaca em produções de autor como a trilogia X, onde sua capacidade de interpretar anti‑heroínas sombrias ficou evidente. Ivy precisa de alguém que consiga transmitir tanto a beleza quanto a letalidade da planta assassina, e Goth entrega exatamente isso. O risco está em sua pouca experiência em grandes produções de TV, o que pode gerar insegurança nos produtores.
- Riley Keough – Filha de Lisa Marie Presley, Riley tem um currículo sólido em dramas modernos (Mad Max: Fury Road, The Terminal List). Sua presença carismática e a habilidade de trazer profundidade a personagens marginalizados são pontos fortes para a Ivy, que será apresentada como uma anti‑heroína com motivação ambiental. A principal objeção é que Keough ainda não tem um papel de destaque em uma série de super‑heróis.
- Victoria Pedretti – A revelação de The Haunting of Bly Manor e You mostrou que Pedretti domina o thriller psicológico, algo que pode ser transposto para a trama de assassinatos corporativos de Ivy. Sua capacidade de criar tensão constante seria um diferencial. Por outro lado, sua imagem ainda está muito associada a papéis de vítimas, o que pode dificultar a aceitação como vilã principal.
- Madelaine Petsch – Já habituada ao público de séries adolescentes com Riverdale, Petsch tem a presença de tela necessária para liderar um projeto da HBO. Seu visual gótico combina com a estética vegetal da Ivy. O contra‑ponto é que sua experiência ainda está centrada em dramas adolescentes, não em narrativas sombrias de crime e eco‑terrorismo.
Prós e contras de apostar em uma estrela de Hollywood
- Visibilidade internacional: nomes como Ana De Armas ou Anya Taylor‑Joy trazem atenção global e facilitam a promoção da série em festivais e premiações.
- Orçamento e produção: atores de alto nível costumam exigir salários maiores, o que pode impactar o orçamento destinado a efeitos especiais e roteiros.
- Flexibilidade de agenda: estrelas muito requisitadas podem ter conflitos de agenda, atrasando gravações ou limitando a disponibilidade para temporadas subsequentes.
- Conexão com o público: talentos emergentes como Madelaine Petsch podem gerar identificação com o público jovem, mas podem não atrair a mesma cobertura da mídia mainstream.
Por que a escolha de Ivy pode mudar o rumo do DCU
Se a série for integrada ao universo cinematográfico da DC (DCU), a atriz escolhida terá um papel crucial na construção de futuros crossovers. Uma Ivy bem interpretada pode abrir espaço para narrativas mais ecológicas, algo ainda pouco explorado nas adaptações da DC. Por outro lado, se a HBO optar por manter a série como um spin‑off independente, a escolha pode focar mais na liberdade criativa do que na sinergia com outros projetos.
Além disso, a performance da atriz será medida não só pelo carisma, mas também pela capacidade de transmitir a complexidade moral de Ivy – uma vilã que acredita estar salvando o planeta. A crítica já apontou que personagens como Loki e Harley Quinn prosperaram quando receberam atores que abraçaram suas contradições internas.
O lado que ninguém está vendo
Um ponto frequentemente ignorado nas discussões de casting é a importância da dublagem em inglês para o mercado internacional. Embora a série seja produzida para o público americano, a HBO costuma lançar versões legendadas e, às vezes, com dublagem em outros idiomas. Escolher uma atriz que tenha experiência em dublagem ou que possua um timbre de voz marcante pode facilitar adaptações futuras, como jogos ou animações derivadas.
Outro aspecto é a representatividade. Pamela Isley, na sua origem nos quadrinhos, tem ascendência latina. Optar por uma atriz latina como Ana De Armas poderia reforçar a autenticidade cultural e agradar a um público que clama por mais diversidade nas telas de super‑heróis. Essa camada de identidade não costuma aparecer nas enquetes, mas pode ser decisiva para a recepção da série em mercados como o Brasil.
Who should play Poison Ivy in HBO series that was revealed to be in development?
— ComicBook.com (@ComicBook) October 21, 2026
Por fim, a série tem a oportunidade de redefinir a vilania feminina na TV. Se a HBO conseguir alinhar a escolha da atriz com uma narrativa que explore as motivações ambientais de Ivy, o projeto pode se tornar um marco de conscientização ecológica dentro do entretenimento mainstream.
Datas e o que falta saber
A produção ainda não revelou data de estreia, nem confirmou se a série fará parte do DCU de James Gunn. O que se sabe é que a HBO já tem experiência em transformar spin‑offs de vilões em sucessos de crítica, como The Penguin. Enquanto os fãs aguardam a confirmação oficial, o ranking de atrizes continua sendo o termômetro das expectativas e do tipo de história que o público deseja ver.


