soulframe, o RPG de fantasia gratuito da Digital Extremes — mesma estúdio de warframe —, deixa de ser clube exclusivo em 6 de novembro. Depois de dois anos trancado em alfa fechada, qualquer um entra no site oficial, baixa e joga. A atualização Verse of the Veilands (prévia 17) chega junto, trazendo lobos adultos montáveis, sistema de purificação de regiões estilo Ubisoft e a classe Ode Shrike, caçador de armadilhas e dardos de balão que lembra metal gear solid v.
Veteranos da alfa fechada: o que muda (e o que fica)
Quem já tinha chave de "prelude" não perde progresso. O programa Founders pago continua igual, e a Digital Extremes deve manter builds de teste fechadas rodando em paralelo para experimentar features antes do público geral. O estúdio também estuda permitir reset de personagem para revisitar conteúdo antigo com novidades — útil se você já zerou as Fables e quer ver as mudanças na purificação.
- Progresso e conta mantidos
- Founders program inalterado
- Builds de preview fechadas continuam existindo
- Reset de personagem em estudo (sem data)
Chegando agora: o que esperar do "open prelude"
Se você nunca tocou Soulframe, prepare-se: o jogo troca o looter-shooter espacial de Warframe por fantasia sombria, combate mais cadenciado e estética de tapeçaria gasta. A prévia 17 muda a estrutura — antes, muita gente largava após as Fables (missões de história) sem saber o que fazer. Agora, após a quest do Cervo Atormentado, o mundo fica corrompido por sifões da facção Ode. Você completa votives (missões) para aprender a canção sagrada de cada região, purifica o mapa e libera pesca, recursos e atividades "aconchegantes" de volta.
Geoff Crookes (diretor criativo) e Scott McGregor (lead designer) admitiram nervosismo: o visual "cozy" que rendeu elogios vai dar lugar a um mundo mais hostil de cara. A aposta é que o breadcrumb mais forte guie novatos sem segurar a mão demais.
Ode Shrike: a nova pact (classe) que usa balão à la Metal Gear
O destaque mecânico é a Ode Shrike, classe de caçador furtivo com armadilhas de espinhos, bolas de arremesso e a habilidade assinatura: dardo de balão que ergue inimigos no ar. Sim, igual ao Fulton de Metal Gear Solid V: The Phantom Pain. Funciona para controle de multidão, posicionamento ou só zoeira — porque todo jogo precisa de um jeito ridículo de lançar mobs no céu.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Jogador de Warframe cansado do grind espacial: Soulframe é o antídoto. Ritmo mais lento, buildcraft diferente, zero operadores ou focus schools. Entre em 6/11 sem compromisso — é free-to-play mesmo.
Fã de RPG de ação solo/co-op que odeia "mapa vazio": O sistema de purificação resolve o problema do "e agora?". Há objetivo claro: limpar região, aprender canção, colher recompensas. Funciona bem solo ou em esquadrão.
Colecionador de cosméticos/lore: O visual de tapeçaria, os bichinhos fotogênicos (lobinhos, cervos, o autor pede blobfish) e os termos próprios (votives, omens, preludes) dão personalidade. Se você gosta de ler descrições de item e caçar segredos de mundo, tem material.
Quem quer endgame definido já no day one: Ainda não é esse jogo. A Digital Extremes trata Soulframe como live service em construção — espere sistemas mudando, wipes parciais, ajustes de balanceamento. Entre sabendo que é "early access" disfarçado de open alpha.
Para ficar no radar
O lançamento aberto em 6 de novembro é só o começo. A Digital Extremes tem histórico de iterar em público — Warframe levou anos para virar o monstro que é hoje. Soulframe carrega a sombra do irmão mais velho, mas a aposta da redação: a identidade própria (fantasia, cozy-horror, termos esquisitos) é o que vai segurar jogador a longo prazo. Fique de olho nas notas de atualização no fórum oficial e no tal reset de personagem — se vier, muda tudo para quem quer testar builds novas sem criar conta nova.


