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Street Fighter filme live-action nota C

· · 4 min de leitura
Imagem de Street Fighter — Street Fighter filme live-action nota C
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TL;DR: O filme live-action street fighter recebeu nota C; a coreografia de luta e a trilha sonora se destacam, mas o roteiro sofre com mudanças de tom e tratamento inadequado das personagens femininas.

O que aconteceu

Street Fighter chega ao cinema como uma adaptação live-action da clássica série de jogos de luta. O enredo se desenrola entre 1987 e 1993, começando com a derrota do mestre muay thai Sagat por Ryu no primeiro torneio World Warrior, seguido por um hiato que culmina na organização de um novo torneio por m. bison, um ditador excêntrico. chun li, agente de Interpol, recruta Ken, antigo parceiro de Ryu, para o evento, enquanto cada lutador tem motivações distintas – desde ambição até vingança.

O elenco principal conta com Andrew Koji como Ryu, Noah Centineo como Ken, Callina Liang como Chun Li e David Dastmalchian como M. Bison. O filme inclui ainda participações de Andrew Schulz (Dan Hibiki), Roman Reigns como akuma, e um conjunto de personagens secundários que recebem momentos de destaque nas sequências de ação.

Do ponto de vista técnico, a produção aposta em sequências animadas de flashback produzidas pelo estúdio Titmous, combinadas com cenas live-action coreografadas por Anthony Rinna, conhecido por seu trabalho em "Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis". A trilha sonora, assinada por Leo Birenberg e Zach Robinson, conta ainda com duas faixas da banda industrial health, que reforçam o ritmo das cenas de combate.

Como chegamos aqui

A história de Street Fighter no cinema tem precedentes: o filme animado de 1994, "Street Fighter II: The Animated Movie", e a série de TV "Warrior" (2019‑2023), que também trouxe Andrew Koji ao universo dos lutadores. Essa trajetória cria expectativas altas para a versão live-action, que tenta conciliar a tradição dos jogos com uma narrativa contemporânea.

O diretor Kitao Sakurai, conhecido por seu trabalho em animação, assume a direção do longa, trazendo uma abordagem híbrida entre ação real e animação. A escolha de Koji e Centineo como protagonistas foi elogiada, pois ambos entregam performances que equilibram seriedade e humor, especialmente nas cenas de flashback onde utilizam vozes para narrar seus passados.

Entretanto, a produção tropeça ao tentar abarcar múltiplas linhas narrativas. Enquanto a relação entre Ryu e Ken recebe desenvolvimento consistente, a trama de Chun Li é diluída por uma série de piadas de teor sexual que acabam sendo percebidas como forçadas e desrespeitosas. O tratamento das personagens femininas, como cammy (interpretada por Mel Jarnson) e a própria Chun Li, é criticado por falta de profundidade e excesso de objetificação.

Do ponto de vista crítico, o filme recebeu avaliação geral "C". A pontuação de "Story" foi "C-", indicando fraquezas na construção narrativa, enquanto a música obteve "B+", reconhecendo a qualidade da trilha sonora. Os principais pontos positivos e negativos foram resumidos da seguinte forma:

  • Positivos: Andrew Koji como Ryu, coreografia de luta, flashbacks animados, trilha sonora de HEALTH.
  • Negativos: roteiro confuso, humor de mau gosto, tratamento inadequado das personagens femininas, decisões de casting questionáveis.

Além dos aspectos narrativos, o filme também sofre com mudanças bruscas de tom. Sequências de ação intensa alternam com gags recorrentes que, ao invés de aliviar a tensão, acabam quebrando o ritmo e gerando desconforto no espectador.

O que vem depois

Com a nota C, o futuro da franquia live-action ainda está em aberto. A recepção mista sugere que os produtores precisarão repensar a abordagem narrativa, sobretudo no que tange ao tratamento das personagens femininas e ao equilíbrio entre humor e drama.

Para os fãs da série de jogos, o filme ainda oferece momentos de ação de alta qualidade e uma trilha sonora que pode ser apreciada independentemente da obra. Contudo, a crítica aponta que há caminhos mais consistentes para explorar o universo de Street Fighter, como retomar o foco nos torneios e nas motivações individuais dos lutadores.

Em termos de legado, o longa reforça a importância de uma direção coesa quando se adapta um IP tão icônico. Enquanto a coreografia de luta e a performance de Koji permanecem como pontos de referência positivos, os erros de roteiro servem de alerta para futuras produções que desejem honrar a tradição dos jogos sem sacrificar a qualidade narrativa.

Para ficar no radar

Os espectadores que apreciam sequências de luta bem coreografadas e trilhas sonoras marcantes encontrarão valor em Street Fighter, mas devem estar preparados para lidar com incoerências de roteiro e humor questionável. A avaliação geral indica que, embora o filme tenha méritos, há alternativas mais satisfatórias dentro do catálogo de adaptações de videogames.

Perguntas frequentes

Qual a nota geral do filme Street Fighter live-action? ▾
O filme recebeu nota geral C, com a história avaliada em C- e a música em B+.
Quem interpreta Ryu e Ken em Street Fighter live-action? ▾
Andrew Koji interpreta Ryu e Noah Centineo interpreta Ken.
O que os críticos apontaram como ponto fraco do filme? ▾
Os críticos destacaram o roteiro confuso, humor de mau gosto e o tratamento inadequado das personagens femininas.
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