TL;DR: "The Barbarians" é o filme cult de fantasia dos anos 80 que combina músculos exagerados, humor pastelão e uma trama cheia de clichês medievais. Apesar das falhas técnicas, ele virou referência entre os amantes de cinema B‑grade.
O que é "The Barbarians"?
Lançado em 1987, The Barbarians é uma aventura fantástica dirigida por Ruggero Deodato, mais conhecido por "Cannibal Holocaust". Produzido pela cannon Group – a fábrica de B‑movies dos anos 80 – o longa coloca em cena os irmãos gêmeos David e Peter Paul, conhecidos como os Barbarian Brothers, em uma história de vingança, magia e dragões.
Quem são os irmãos Barbarian?
David e Peter Paul eram fisiculturistas que ganharam fama nas academias americanas antes de migrar para o cinema. Antes de "The Barbarians", eles já tinham participações menores em filmes como "D.C. Cab" e "The Flamingo Kid". O longa de 1987 foi a primeira oportunidade de liderarem um filme juntos, explorando a química entre os dois como personagens "big lug" cheios de humor.
Por que o filme virou cult?
O sucesso cult de The Barbarians não vem de prêmios ou bilheteria, mas da combinação de elementos que agradam ao público nostálgico: ação exagerada, figurinos escassamente cobertos, diálogos de quinta categoria e uma trilha sonora que parece ter sido tirada direto de um comercial de cereal. Além disso, a associação com a cannon group cria uma aura de "filme tão ruim que é bom", reforçada por análises em canais como RedLetterMedia.
Quais são os pontos fortes e fracos?
- Pró: Coreografias de luta que destacam a musculatura dos irmãos Paul, humor leve que impede o filme de se tornar pretensioso.
- Contra: Roteiro inconsistente, efeitos especiais de baixa qualidade e diálogos frequentemente forçados.
- Pró: Ambientação medieval genérica que lembra o universo de "He‑Man" e permite escapismo total.
- Contra: Direção de Ruggero Deodato que, embora competente em horror, não se traduz bem ao tom camp do filme.
Como o filme se relaciona com "Conan the Barbarian"?
Embora não seja um remake, The Barbarians claramente tira proveito do sucesso de "Conan the Barbarian" (1982), dirigido por John Milius e estrelado por Arnold Schwarzenegger. A Cannon tentou capitalizar a tendência de fisiculturistas como protagonistas de fantasia, criando um produto mais barato e mais cômico que o épico de Milius.
Quem mais aparece no elenco?
Além dos irmãos Paul, o filme conta com Richard Lynch como o tirano Kadar, um vilão de presença marcante, e Eva LaRue, então atriz de "All My Children", interpretando a ladra Ismene. O elenco secundário inclui Virginia Bryant como a rainha Canary e Sheeba Alahani como a feiticeira China, que adiciona um toque de exotismo ao visual.
Vale a pena assistir hoje?
Se você curte sessões de cinema em grupo, com direito a risadas e comentários sarcásticos, The Barbarians ainda tem muito a oferecer. O filme funciona como um ritual de nostalgia, ideal para maratonas de B‑movies. Para quem busca narrativa profunda ou efeitos modernos, a experiência pode ser frustrante.
Onde isso pode dar
O legado de The Barbarians demonstra como o cinema de baixo orçamento dos anos 80 ainda influencia a cultura geek atual. Serviços de streaming que curam coleções de filmes cult podem reconsiderar a inclusão do título, impulsionando novas gerações a descobrir o charme do "so bad it's good". Enquanto isso, o filme continua a ser citado em podcasts, análises de YouTube e eventos de cinema de nicho, garantindo que seu lugar no panteão dos clássicos kitsch permaneça firme.


