Trails in the Sky 2nd Chapter chega como a continuação direta do primeiro título, trazendo de volta Estelle Bright e sua missão de encontrar o irmão desaparecido, Joshua. O jogo mantém a fórmula de RPG clássico da série, mas adiciona camadas de estratégia que agradam tanto veteranos quanto novatos.
O que aconteceu
Depois de concluir a primeira parte da saga, Estelle segue como Bracer — a versão medieval de um super‑herói de bairro — e parte em busca de Joshua, que sumiu após relembrar um passado sombrio. A trama se desenrola por todo o reino de Liberl, com a protagonista ajudando cidadãos, desvendando conspirações e enfrentando inimigos que variam de bandidos de rua a máquinas gigantes.
O ponto alto da narrativa é a relação entre os irmãos adotivos, que evolui de amizade para um romance delicado, sem cair no clichê típico de histórias de RPG. Enquanto isso, personagens secundários como Anelace, a amante de pelúcias, e Kloe, a amiga mais séria, recebem momentos de destaque que dão profundidade ao mundo.
Como chegamos aqui
O desenvolvimento de Trails in the Sky 2nd Chapter segue a linha de remakes que a Nihon Falcom tem feito nos últimos anos. A empresa, conhecida por títulos como Trails Through Daybreak, decidiu refazer o clássico SC (Second Chapter) para PC, mantendo a estética original mas aprimorando gráficos e som. O jogo foi publicado pela GungHo Online Entertainment America, garantindo distribuição internacional.
Do ponto de vista mecânico, o título mantém a divisão entre combates em tempo real (para abrir brechas) e o modo por turnos, chamado “Command”. Essa dualidade permite que o jogador escolha entre atacar rápido e preparar estratégias mais elaboradas. A gestão de tempo não é tão rígida quanto em jogos como Fire Emblem, mas ainda exige atenção ao avançar nos capítulos.
- Exploração: Cada capítulo foca em uma região distinta de Liberl, com missões de Bracer que variam de caçar monstros a impedir jogos de azar.
- Combate: O modo Command oferece habilidades elementais, S‑crafts cinematográficos e bônus de turno que mudam o rumo da luta.
- Progressão: Decisões como trocar o dispositivo mágico de Estelle forçam o jogador a reaprender feitiços, reforçando a sensação de crescimento.
O sistema de batalha recompensa quem presta atenção às vulnerabilidades elementais e ao posicionamento dos personagens. Por exemplo, usar um feitiço de fogo contra um inimigo vulnerável pode acabar antes que ele tenha chance de reagir, enquanto ataques em área larga podem limpar minions, mas também deixar o chefe mais forte se não forem bem cronometrados.
O que vem depois
Com o final de Trails in the Sky 2nd Chapter, a história de Estelle e Joshua ainda tem ramificações que podem ser exploradas em futuras entregas da série. Embora o jogo seja essencialmente uma conclusão da primeira saga, a Falcom já indicou que novos títulos da linha “Trails” continuarão a expandir o universo, possivelmente revisitando Liberl ou introduzindo novos continentes.
Para quem ainda não se aventurou nos primeiros episódios, vale a pena começar pelo remake do primeiro capítulo, já que a narrativa se desenvolve de forma linear e os personagens evoluem de maneira consistente. Já os veteranos podem esperar que a experiência de combate reflete o que há de mais refinado na série, com um equilíbrio que permite tanto desafios épicos quanto momentos de calmaria para apreciar a trilha sonora premiada.
Para ficar no radar
Se você curte RPGs que combinam história profunda com mecânicas de combate que exigem pensamento tático, Trails in the Sky 2nd Chapter merece um lugar na sua biblioteca. A nota geral do crítico foi A, com destaque para gráficos (B+), som/música (A) e gameplay (A). O ponto negativo? A dependência de tempo: algumas lutas de chefe podem exigir várias tentativas, o que pode consumir horas preciosas se você tem vida real para viver.
Em resumo, o jogo entrega tudo que se espera de um título da série Falcom: personagens que parecem saídos de um anime, um mundo que respira e um sistema de batalha que recompensa a criatividade. Se ainda não jogou, prepare o café, ajuste seu horário de sono e embarque nessa jornada – a única coisa que pode faltar é a sua própria paciência para não ficar acordado até o amanhecer.


