The Citadel Project entra em Early Access na Steam em 11 de novembro de 2026, prometendo misturar furtividade ao estilo de Thief com atmosferas de horror de sobrevivência dentro de uma megastructure medieval infestada por parasitas.
The Citadel Project vs Thief (1998)
Quando falamos de furtividade, Thief ainda é a referência de ouro. O clássico da Looking Glass Studios definiu o que significa mover-se nas sombras, usar luz a seu favor e contar com um arsenal limitado porém estratégico. The Citadel Project tenta resgatar essa fórmula, mas adiciona duas camadas: um cenário de horror constante e um sistema de armas baseado em uma besta de cruzamento de flechas elementais.
The Citadel Project vs Gloomwood (2022)
Gloomwood trouxe o conceito de stealth horror para a era moderna, mas acabou se tornando mais um shooter de ritmo acelerado que um simulador de imersão. A diferença crucial está na ambientação: enquanto Gloomwood se apoia em uma vila gótica, The Citadel Project oferece uma megastructure medieval, o que abre possibilidades de exploração vertical e de múltiplos níveis de sombra.
The Citadel Project vs Dishonored (2012)
Dishonored elevou o stealth a um patamar de poderes sobrenaturais, permitindo ao jogador manipular tempo e espaço. The Citadel Project, por outro lado, mantém tudo “grounded”, mas compensa com um arsenal de flechas especializadas (fogo, corda, distração e até uma misteriosa flecha de musgo) que exigem criatividade tática.
Comparativo rápido
| Jogo | Lançamento | Mecânicas centrais | Elemento horror | Diferencial marcante |
|---|---|---|---|---|
| The Citadel Project | 11/11/2026 (Early Access) | Stealth, crossbow com flechas elementais, gestão de sombras | Parasitas infectando inimigos, atmosfera opressiva | Megastructure medieval interconectada |
| Thief | 1998 | Furtividade baseada em luz, gadgets de som | Ambientação gótica, mas sem foco em horror | Pioneirismo em simulação de sombras |
| Gloomwood | 2022 | Stealth, combate direto, puzzles ambientais | Atmosfera de terror constante | Enfoque em combate mais agressivo |
| Dishonored | 2012 | Stealth, poderes sobrenaturais, múltiplas abordagens | Elementos de horror sutis, mas não central | Liberdade de escolha e narrativa ramificada |
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Não existe resposta única; a escolha depende do que você valoriza em um jogo de furtividade.
- Puristas da sombra: quem deseja reviver a sensação de esgueirar‑se nas trevas sem distrações sobrenaturais deve apostar no The Citadel Project, que enfatiza a manipulação de luz e sombra ao estilo clássico.
- Fans de horror visceral: se o medo constante e o design de inimigos infectados são o que lhe dão calafrios, Gloomwood ainda entrega uma experiência mais direta e sangrenta.
- Jogadores que buscam liberdade criativa: Dishonored oferece poderes que transformam a furtividade em arte, ideal para quem adora experimentar combos de habilidades.
- Curiosos de história indie: o fato de The Citadel Project ser desenvolvido por um único criador (Reliquary Software) garante uma visão única e apaixonada, ainda que ainda esteja em acesso antecipado.
Onde isso pode dar
O sucesso de The Citadel Project pode abrir caminho para uma nova onda de jogos indie que combinam stealth e horror sem depender de grandes orçamentos. Se a comunidade abraçar o conceito de megastructure medieval e a mecânica de flechas elementais, poderemos ver mais títulos explorando ambientes verticais e dinâmicos, onde a luz é tão valiosa quanto a munição.
Por outro lado, o risco está nos tropeços típicos de Early Access: bugs de IA, balanceamento de flechas e a necessidade de polir a narrativa para que o cenário de “prisioneiro fugitivo” não se torne um clichê barato. A resposta da desenvolvedora a esse feedback será crucial para determinar se o jogo evolui para um clássico cult ou se desaparece na sombra de seus próprios precursores.



